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26 de janeiro de 2012

Corpo mole

Corpo mole? É assim mesmo. Mente viaja, mas as mãos travam. Distantes, um de cada lado da tela, os olhos viram geleia. Amigos na rede, algo a mais em sentimento. Coragem pra falar. Verdades pra suportar. É algo sem explicação. Nem os correios pombos se dispõem a levar palavras de lá e cá. No ficar verde da disponibilidade a angustia toma conta, lembranças que um tempo atrás, supriam como uma carta bomba. #viageinamaionese

Luan Vosnhak
27.01.2012

25 de janeiro de 2012

O amor nos tempos de Cólera

(...) O que me alenta é que tanto na evolução da humanidade, nos movimentos sociais,
nas manifestações artísticas, quanto nas relações de amor,  os conservadores sempre perdem no final.
Esperneiam, beijam seus bíceps, cospem no chão, destilam sua cólera, se escondem atrás de crucifixos, capuzes e batinas, batem, matam, mas sempre são derrotados pela História.
Em menos de 50 anos esse debate será ridículo. Como é hoje queimar ateus na fogueira, proibir o samba ou não dar à mulher o direito ao orgasmo. (...)


José Guilherme Vereza

Relacionamento

Relacionamento pra mim? 
As pessoas não querem nada com nada. 
É uma troca de sentimentos frio. 
Corpos grudados um no outro. 
Carne mórbida, coração gelado. 


Cabeça a mil, peito estufado, nariz empinado. 
Sorriso estampado? Já era. 
Hipocrisia irritante. 
Faces de lados ocultos. 
Gente que demonstra ser o que não é. 


E por trás de tudo? 
Sigo minha vida de violeiro só. 
Microfone na mão. 
Histórias no coração. 
Jornalismo apaixonante. 
Amor viajante. 


Que o mundo me perdoe. 
Mas amor? 
Quem sabe nascendo de novo. 
Pena de mim.


Luan Vosnhak
24.01.2011



18 de janeiro de 2012

Seca no Sul causa prejuízos de R$ 2 bilhões à agricultura



Enquanto estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste contabilizam os prejuízos causados pelas chuvas dos últimos meses, na região Sul o problema continua sendo a estiagem. Além dos transtornos causados à população, a seca afetou a produção agrícola regional, causando prejuízos de mais de R$ 2 bilhões ao setor e contribuindo para o aumento dos preços de diversos alimentos em todo o País. No Rio Grande do Sul, 291 cidades decretaram situação de emergência. Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 1,6 milhão de pessoas estão sendo afetadas.

Em Santa Catarina, 80 cidades estão em situação de emergência por conta da seca. Quase 490 mil pessoas já foram prejudicadas pela falta de chuvas. Até segunda-feira, a Secretaria de Agricultura do Estado estimava que as perdas agropecuárias chegavam a R$ 497 milhões. De acordo com a Defesa Civil catarinense, a estiagem deve permanecer até o próximo dia 19, quando podem ocorrer chuvas isoladas, a partir da região meio-oeste.

Somados os recursos federais e estaduais, o socorro chega a R$ 28,6 milhões. Entre as medidas anunciadas na última segunda-feira pelo governador Raimundo Colombo e pelos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, estão a construção de 333 poços artesianos em municípios atingidos pela seca e a liberação de recursos do seguro agrícola mediante laudos técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

14 de setembro de 2011

Descansar em paz será difícil nos próximos anos

Para muitos, a ideia de descansar eternamente, ao lado dos seus entes queridos, quando sua hora chegar, é confortante. Em Chapecó, porém, a terra está cada vez mais cheia

Chapecó – Apesar de ainda não faltarem vagas no cemitério Ecumênico Municipal João Paulo II em Chapecó, o número espaços disponíveis no local já torna-se uma preocupação para os próximos anos. Quem visita o cemitério encontra dificuldades, até mesmo, para caminhar entre os túmulos. A dor de cabeça, então, fica para os parentes daqueles que já partiram desta, para uma melhor.
Conforme o gerente de patrimônio e serviços gerais, Claudemir Mafessoni, a prefeitura municipal decidiu construir um ossuário para abrigar ossadas que estavam em sepulturas abandonadas. Construída em 2009, a obra ampliou o espaço disponível para a comercialização. No ano passado, cerca de 300 ossadas foram retiradas.
Segundo Claudemir, existem hoje aproximadamente cinco mil sepulturas no cemitério municipal. Cada uma delas pode abrigar até quatro pessoas de uma mesma família, o que aumenta o número de espaços. Entretanto, o maior problema está para a compra de espaços para novas famílias, que ainda não possuem nenhuma sepultura no cemitério.
Para o gerente de uma funerária de Chapecó, Ademir Damacena, não faltam efetivamente lugares para enterrar os mortos, mas sim uma logística de distribuição. “Sempre existem um lugar ou outro. Talvez a falta de espaços seja um problema para os próximos anos. Por enquanto, as famílias que não encontram vagas para comprar no cemitério municipal, acabam adquirindo terrenos no Jardim do Éden que, querendo ou não, também é pago”, comenta.
O ossuário dispõe hoje de 200 gavetas. No ano passado, Chapecó registrou 683 óbitos. Na ala sul do cemitério municipal, ainda existe, segundo Claudemir, um espaço para a construção de mais 200 sepulturas.
“É uma espécie de “stand by”, ou seja, um local para termos como fuga em caso de uma superlotação”, enfatiza.
Conforme avaliação da Copama, o custo de uma área no cemitério é de R$ 370 o metro quadrado.
ALTERNATIVA
Algumas funerárias de Chapecó já disponibilizam para as famílias a opção de cremação. Em uma delas, os corpos são encaminhados para cidades como Curitiba, Balneário Camboriu e Caxias do Sul. Para Ademir Damacena, optar pela cremação não é uma forma de tentar diminuir a superlotação dos cemitérios, mas sim, uma escolha particular feita por cada família.